Eu dançava pelo salão timidamente, pois até agora não me sentia bem nos braços de ninguém que me cortejava, em meio a giros e giros que pareciam ter a intenção de me fazer perder o rumo abri os olhos e vi você, poderia ter sido indiferente, mas um na multidão, mas alguma coisa chamou de vez minha atenção.
Teriam sido seus olhos que me atraiam como o mar, lindo, suave, tranqüilo, mas cheio de surpresas? Seu riso de quem sabe exatamente o que esta fazendo até mesmo quando não sabe? Ou talvez o seu jeito de tratar a todos com quem conversa como prioridade da sua vida, o cuidado, as palavras, o interesse? Eu acho que foi tudo, porque mesmo sem saber quem você era, da onde tinha vindo, quando eu olhava pra você eu via um coração grande que sabia abraçar a todos sem perder a razão, sem deixar de ser o que era sem se apagar pelos outros.
Enquanto pensava sobre isso te perdi na multidão, as danças continuavam e eu não esquecia o seu rosto, e brincava de imaginar seu jeito quando te via por pequenos instantes, algumas vezes em meio às conversações do salão nossas frases se completavam, questionavam, afirmavam, mas sem muita certeza, clareza e deixando espaço para o acaso.
Mesmo gostando de te encontrar rapidamente ao acaso aquelas danças, giros sem fim me deixaram cansada, pois então eu larguei tudo, eu até conseguia achar encanto e me ceguei algumas vezes com os talentosos homens que me tiravam pra dançar, só que não fazia mais sentido, faltava química, física e o que mais pudesse dar sentido a tudo aquilo.
E então, sentada com a desculpa de dores no pé eu te vi chegar mais perto, e eu me senti em um dia de sorte, o dia em que eu poderia descobrir se todas as minhas especulações estavam certas e mais, o dia em que talvez eu tivesse uma dança que realmente significasse algo.
Você foi devagar, mas sabendo onde queria chegar, isso me provou que eu estava certa quanto ao saber o que estava fazendo mesmo parecendo que não, quando eu vi estávamos bem perto, você era um imã que me atraia cada vez mais pra perto, não podia evitar, e sinceramente? Nem queria, eu estava louca para passos, giros e o que desse vontade de fazer no meio da pista.
Sem perceber e tentar controlar eu encontrei seus lábios, todos ao redor pareciam ter ido embora, era chegada a nossa hora, nossos passos pareciam ter sido ensaiados de tão perfeitos, nossos giros não me deixavam tonta, pareciam me colocar no lugar e havia química, física e tudo que era necessário pra me manter ali sem me preocupar com o tempo, e desejando que ele durasse muito.
Dançamos, ainda dançamos, estamos sempre fazendo aquilo que sentimos vontade e você sempre me surpreende com novos passos, e cada vez faz com que eu não queira ir embora, nem por um minuto, fico tentando ler você e não conseguir instiga minha imaginação e eu me vejo louca pra avançar da parte em que o mar é lindo e descobrir o que você esconde.
Realmente não sei sobre o próximo passo, giro ou qualquer outro movimento, o que eu sei é que eu me sinto a vontade nessa dança, como nunca me senti, e eu espero que ela dure, pois se for preciso quando a música acabar eu começo a cantar porque tem algo em você que me encanta e que me faz querer com que você fique mais um pouco, cada vez mais.
Que lindo *-*
ResponderExcluirMe deu vontade de dançar, KKKK.
E a dança unindo os corações.
Eu sempre tive vontade de aprender a dançar. Um dia, me matricularei em uma academia de dança e tal.Quem sabe, eu não ache meu imã.
ResponderExcluirMe inspirou...lindo post
ResponderExcluirAcho dança uma coisa tao encantadora.
ResponderExcluirUm dia aprenderei jazz, dança do ventre, dança de salão e ballet *-*
oaspaks
Beijos
"se for preciso quando a música acabar eu começo a cantar"
ResponderExcluirLindo isso, linda a maneira como você descreveu tudo... amo dança e quando é apaixonada então, melhor ainda. hehe
bjooo :*
Seu blog é ousado, feminino, charmoso..
ResponderExcluirSeguindo! =)
bjo